PARTICIPA! ENVIA AS TUAS DENÚNCIAS PARA porto@pctpmrpp.org
Domingo, 2 de Setembro de 2012

Valadares - épreciso ganhar terreno ao economismo

 

 

 

Era para ser dia 30 que os cerca de cem trabalhadores da Cerâmica de Valadares forçados a férias regressavam ao trabalho mas, pelo andar das coisas, só daqui a 15 dias. A este adiamento não será alheio o facto de dia 31 ser o último dia do mês, o dia de pagamento. Escritórios fechados, eis um argumento à medida do argumentário costumeiro para não pagar salários. Serve para isso e serve também para, quando os trabalhadores se querem reunir para tomar decisões sobre o que vão fazer, como foi o caso de dia 30, opor dificuldades. Foi preciso, após uma manhã de espera, ameaçar arrombar a porta do refeitório, local habitual da realização dos plenários, para que aparecesse a chave.

Assim o plenário que estava marcado para a manhã, acabou por se dividir em duas partes : uma primeira, nas escadas junto à portaria para resolver esse novo problema e uma segunda, à tarde, para discutir os problemas para os quais havia sido convocada: a empresa não está a cumprir o lay-off. Não tem pago a parte que lhe compete das remunerações dos operários além de, tendo já recebido a parte da Segurança Social, a não pagou ainda aos trabalhadores. E isso é motivo legal suficiente para terminar o regime de lay-off. Além disso, a empresa comunicou ao pequeno grupo de operários (estava  planeado que os trabalhadores em regime de lay-off iriam progressivamente sendo chamados ao trabalho, sendo que um primeiro pequeno grupo iria iniciar na 1.ª semana de Setembro o trabalho) para o qual iria terminar o lay-off no próximo dia 3, que não retomaria nesse dia o trabalho, mas só no dia 10. Ou seja um primeiro adiamento do que estava dito ser necessário para “recuperar a empresa”…

Toda a gente sabe disto – a Segurança Social, a Autoridade para as Condições de Trabalho, a Câmara, o Governo – mas são os trabalhadores quem tem que fazer um pedido para anulação do lay-off !!! E foi isso que decidiram fazer. Igualmente, como existem condições legais para muitos trabalhadores requererem a suspensão dos contratos de trabalho, e essa situação lhes ser favorável em termos de rendimentos (pelo menos no que respeita às incertezas nas datas de recebimento), aprovaram que a estrutura sindical disponibilizasse a “papelada” necessária a esse requerimento, que tem de ser feito individualmente. A permanência à porta vai continuar, tanto que é necessária: a empresa quer carregar seis carros, e essa mercadoria é garante de salários. 

A combatividade demonstrada pelos operários da Valadares é um sinal da energia do movimento operário, mas é preciso dar o salto e ultrapassar os limites estreitos da luta económica, ideia que começa, aos poucos, a ganhar terreno

publicado por portopctp às 00:56
link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 11 de Novembro de 2010

A greve geral é parte...

Grande parte (mais de quarenta) dos cerca de setenta trabalhadores que restavam na Mactrading, suspenderam ontem, com ju...

Ler artigo
publicado por portopctp às 22:04
link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2010

Greve na Maconde

Já com dois salários e meio em atraso e uma ameaça de lay-off sobre um terço dos 400 trabalhadores das agora MacVila ...

Ler artigo
publicado por portopctp às 12:05
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito

.ligações

.posts recentes

. Valadares - épreciso ganh...

. A greve geral é parte ínt...

. Greve na Maconde

.Maio 2016

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

.pesquisar

 

.mais sobre mim

.assuntos

. todas as tags

blogs SAPO

.subscrever feeds