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Domingo, 17 de Junho de 2007

Arriscar a vida na linha do comboio


Na cidade de Rio Tinto, Concelho de Gondomar, mais precisamente junto á passagem de nível de Caneiro, já diversas pessoas perderam a vida ao atravessarem a fatídica linha férrea, tendo a última vítima falecido no passado dia 14, uma senhora de cerca de 70 anos. A população utiliza aquela passagem existente nas linhas de caminho de ferro, como atalho sendo uma zona perigosa e propícia a acidentes.

Marco Martins, presidente da junta de freguesia de Rio Tinto, já enviou diversos faxes e alertas á Refer, reclamando a colocação de vedações e sinalização para aquele troço, inviabilizando o acesso dos peões á linha, mas até agora tais pretensões não foram atendidas.

Esta situação reflecte a falta de atitude pró-activa desta entidade, em milhares de situações perigosas por todo o país, originando desabamentos, atropelamentos nas passagens de nível, ou seja uma miríade de situações perigosas, que atempadamente deveriam ser evitadas e não como tem sucedido, ser necessário ocorrerem vítimas mortais. É necessário mudarmos esta mentalidade atávica, que poupa e descura no fundamental: a defesa da vida humana. A Refer deveria ser uma extensão digna de um Estado de Direito, que protege e defende os seus cidadãos.

Esta empresa, deveria realizar um trabalho minucioso de monitorização de todas as ocorrências passíveis de perigo ou degradação e fazer um programa integrado de resolução das mesmas. Não poderemos pensar em tentar reduzir os prejuízos, sendo por mais tempo complacentes com estes absurdos.

Se fizermos uma análise económica destas questões, chegaremos á conclusão que seriam excelentes investimentos. Ao valor inquantificável de vidas humanas, acrescem as horas que as linhas férreas estarão encerradas, muitas vezes com a realização de transbordos, mobilização de corporações de bombeiros, funcionários da Refer, médicos legistas, polícias, etc. Qual é o valor destas anomalias? Haverá alguma poupança possível? Ou seja mesmo que utilizemos os argumentos falaciosos destas pessoas, conseguimos provar-lhes o contrário. Não nos resignemos e ajamos localmente como meio de pressão destas entidades.

 

P. Veríssimo

publicado por portopctp às 11:05
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