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Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009

Contra os processos disciplinares arbitrários na CP

A organização do PCTP/MRPP, no sector dos transportes, vem repudiar os processos disciplinares instaurados na CP aos activistas sindicais que integraram o piquete de greve do dia 1 de Outubro na estação de Penafiel. Dos incidentes aí verificados responsabilizamos a CP e as forças policiais, que usaram atitudes repressivas contra os sindicalistas para satisfazerem a vontade dos fura-greves da CP que, mais uma vez, pôs comboios a circular sem um mínimo de condições de segurança, sem a presença do revisor e substituindo trabalhadores em greve. Não satisfeita, cometeu mais uma série de atentados contra os trabalhadores como seja, por exemplo, aplicar faltas injustificadas a trabalhadores em greve descontando-lhes os dias adjacentes.

O nosso Partido solidariza-se com os activistas sindicais em causa e apela à solidariedade e à unidade dos trabalhadores dos transportes, independentemente das suas filiações sindicais. Nunca antes, como agora, foi tão necessária a solidariedade e a disponibilidade dos trabalhadores para a luta, pois esta atitude da CP é apenas o início de um confronto que o Governo reaccionário de Sócrates/PS, e outros que se lhe seguirão, pretendem encetar com os trabalhadores dos transportes. O objectivo é tomarem-nos o pulso, pois sabem que as paralisações no nosso sector põem a cabeça de qualquer governo em água, mesmo transformando a lei anti-greves dos serviços mínimos em serviços máximos.
Não foi por acaso que o V Governo Provisório de Vasco Gonçalves, logo em 1974 aprovou a Lei da Requisição Civil. A tal lei de um governo dito de Esquerda que depois todos os governos utilizaram para furar greves e intimidar os trabalhadores portugueses essencialmente os do sector dos transportes.
Mas, se as nossas paralisações tiram o sono a qualquer governo, a verdade é que nunca serão lutas consequentes e vitoriosas na defesa dos nossos direitos e interesses de classe, se não tivermos a coragem e a força para mudar o rumo do sindicalismo, que outra coisa não tem feito senão colaborar com o inimigo da classe operária e de todos os trabalhadores.
O melhor exemplo foi, o país ter assistido às maiores manifestações jamais realizadas contra as políticas reaccionárias deste Governo, essencialmente contra o famigerado Código do Trabalho. Só numa manifestação estiveram 200mil trabalhadores a exigirem o derrube do Governo. Mas o Senhor Carvalho da Silva decidiu-se pela desmobilização e pela derrota dos trabalhadores recusando a Greve Geral dizendo aos trabalhadores que as lutas não tinham como objectivo o derrube do Governo mas apenas pedir-lhe para mudar de políticas.  
Essa mesma atitude, temo-la no sector da Educação. Por um lado, temos os Professores que se mobilizam autonomamente e lutam contra um Governo que os humilhou, por outro, a plataforma sindical anda numa roda-viva à procura de acordos e entendimentos para salvar a pele do Governo! 
Este é o caminho da desmobilização e da derrota, e compete-nos a nós, trabalhadores, impor um sindicalismo mobilizador e consequente, e isso só é possível se as decisões sobre as formas de organização, de direcção e de luta forem discutidas e votadas através da ampla discussão democrática, em reuniões e plenários de trabalhadores.
Esse é o caminho para termos um sindicalismo forte e vitorioso – o sindicalismo proletário.
Como prioridade, a nossa tarefa mais urgente é unificar todas as lutas do sector dos transportes contra o Código do Trabalho e todas as leis que põem em causa o direito à greve e à existência dos piquetes de greve.
Pela anulação completa e imediata dos processos disciplinares na CP contra os activistas sindicais!
Viva a solidariedade com os trabalhadores dos transportes!
Viva a unidade de todos os trabalhadores!
Luta pela Elevação dos Salários!
Fim dos despedimentos – Pelas 35 Horas Semanais!
Só os Trabalhadores podem vencer a Crise!
Janeiro 2009
A Organização do PCTP/MRPP no Sector dos Transportes
publicado por portopctp às 23:06
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