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Quarta-feira, 4 de Junho de 2008

Os moradores do Aleixo exigem saber o seu futuro!

Transcrevemos abaixo, na íntegra, comunicado recebido da APSP do Bairro do Aleixo:

 

A Direcção da Associação de Promoção Social da População do Bairro do Aleixo e os moradores, em reunião realizada hoje, sendo confrontada com as recentes declarações do Presidente da Câmara Municipal do Porto, Dr. Rui Rio, que considera o Aleixo o bairro mais problemático do Porto e que apresentará uma solução até final do seu mandato, emite o seguinte comunicado aos órgãos de comunicação social.

COMUNICADO

OS MORADORES DO ALEIXO EXIGEM SABER O SEU FUTURO!

O Presidente da Câmara Municipal do Porto afirmou recentemente, aquando da assinatura do primeiro contrato local de Segurança e da assinatura do protocolo que regulará a intervenção urbanística no bairro do Lagarteiro, no âmbito do Programa "Bairros Críticos", que o Aleixo é hoje o bairro mais problemático do Porto e, como tal, apresentará até ao final do seu mandato a solução final.

Perante revelações tão enigmáticas e apocalípticas, os moradores do Aleixo, legalmente representados por esta instituição, exigem saber já qual será o seu futuro!

Não estamos na disposição de aguardar, de braços cruzados, a decisão da Câmara Municipal do Porto, como se o nosso senhorio pudesse dispor das nossas vidas de forma tão arbitrária e discricionária!


A Direcção da APSPBA relembra que em 2001 a solução final apontada era a demolição do bairro do Aleixo e que o agora Presidente da Câmara Municipal do Porto, então candidato, prometeu que nada faria contra os moradores deste bairro e, portanto, comprometeu-se que não demolia o Aleixo! Existem, inclusive, declarações e documentos escritos que atestam este compromisso. Foi, aliás com esta promessa de respeito pelos moradores que o candidato Rui Rio granjeou o apoio dos portuenses catapultando-o para a vitória final.

Todavia, é certo que os políticos são useiros e vezeiros na nobre arte de ludibriar e distorcer as palavras e os compromissos, portanto nada estranhamos.

Sabemos que a CMP encomendou um estudo à Faculdade de Engenharia um estudo que servirá para justificar a tal decisão e por isso estamos já à espera que o actual Presidente vá apresentar no final do seu mandato a solução que há longos anos está na mente dos grandes especuladores imobiliários desta cidade.

Afinal parece que o Dr. Paulo Morais sempre tem razão quando diz que as autarquias estão reféns das grandes imobiliárias, e, parece certo que esses interesses já tomaram conta de quem decide.

Contudo, também é certo que no Aleixo os moradores estão preparados para defenderem o direito à sua habitação constitucionalmente consagrado. No Aleixo não se passará o mesmo que sucedeu no bairro S. João de Deus. Aqui não haverá despejos indiscriminados com base em alegações falsas e perniciosas.

Porém, falando dos problemas e da situação actual do bairro, importa relembrar que a autarquia portuense e, em particular, o seu Presidente tem sérias culpas e responsabilidades. Não pode simplesmente atirar a pedra e esconder a mão!

A CMP acabou, em 2002, com todo o trabalho social que anteriormente existia neste bairro. Acabou com todo o investimento. Abandonou o bairro completamente. Abandonou os moradores e, mais grave, as crianças, os idosos, os doentes e os inválidos, muitos dos quais se encontram isolados em suas casas porque não há elevador. Retirou os zeladores e recentemente acabou com a limpeza do interior das torres. A Escola encontra-se desprezada, e o objectivo claro da CMP é encerrá-la. O ringue, os campos desportivos, o mini-ginásio, o atelier de cerâmica, o espaço jovem estão profundamente degradados e encerrados. Todo o investimento público, todo o dinheiro gasto, todos os apoios comunitários perderam-se irremediavelmente.

Também a nossa Associação sofre com este abandono, mas sobrevive.

Por isso o Presidente da CMP, mais do que falar dos problemas devia, isso sim, contribuir para a resolução dos mesmo, fazendo o que lhe compete. Não é só aumentar as rendas.
 

publicado por portopctp às 18:33
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