PARTICIPA! ENVIA AS TUAS DENÚNCIAS PARA porto@pctpmrpp.org
Quarta-feira, 9 de Agosto de 2006

Teatro que só visto

Na passada sexta-feira dia 4, algumas dezenas dos 115 (ou 108 ou 180, consoante a fonte) trabalhadores da Empresa Industrial de Paços de Brandão, menos de uma semana após o fecho da fábrica para férias, acudiram ao  portão da mesma, assim que souberam que dois camiões carregavam as máquinas e os produtos armazenados, com a vontade de impedirem que tal ocorresse. Os camiões vinham a mando de um dos credores e com a benção do tribunal. O confronto foi inevitável e a GNR apareceu para tomar partido contra os operários, como seria de esperar, fazendo cumprir "as ordens do tribunal". Quem se iludiu na esperança de que não poderiam ser arrestados bens que impedissem a laboração, os factos provaram-lhe o contrário.  O gerente, que chegou ao fim da tarde do Algarve, confirmou que a fábrica é para fechar, dado "não ter sido possível chegar a acordo com os credores" e "não ser possível trabalhar sem máquinas". Prometeu também pagar os salários de Agosto bem como "todos os direitos dos trabalhadores". Portanto, é dos "bonzinhos". Mas será? Que dizer da compra de 50% da sócia francesa desta pela corticeira Amorim há cerca de um mês? Qual o significado da frase «deste negócio, fica expressamente excluída a participação detida pela Trescases na sua filial industrial portuguesa, pelo que se sublinha a vertente de distribuição comercial desta participação»? Não quererá dizer feche-se a Industrial ( a dita filial portuguesa da Trescases), pois o que nos interessa são mercados e não a produção? Que destino esperar para a Industrial se o seu principal mercado já caíu nas mãos do Amorim?  Portanto e afinal, aqui não há anjinhos nem bonzinhos e o mais certo é haver espertalhões que encontraram a melhor forma de enriquecer rapidamente à custa dos trabalhadores e fazendo um teatro que só visto. Pensem no que se passou nos últimos dois meses de "falta de trabalho" em contraste com o que se passou há um ano "com trabalho a mais".
Por isto a luta tem que continuar e alargar-se. Eles sabem como a fazer. Os operários têm de aprender a lutar contra todas estas manobras.
publicado por portopctp às 04:47
link do post | favorito
Comentar:
De
 
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres



Copiar caracteres

 


.ligações

.posts recentes

. Viva o 1.º de Maio!

. Aos jovens

. Soares da Costa, ousar lu...

. Mulheres: uma metade do m...

. INÉRCIA - Palavra-chave t...

. Honra aos camaradas Ribei...

. 18 de Setembro de 1970

. Prosegur - a luta de clas...

. Casino da Póvoa de Varzim...

. Agrupamento de Escolas de...

. Bairros do IHRU de Guimar...

. STCP – Eutanásia empresar...

. Valadares - épreciso ganh...

. Transportes: resistência ...

. Não ao isolamento de Vila...

. A habitual falta de vergo...

. O desejo que tudo se esqu...

. A greve geral é parte ínt...

. SINDICALIZA-TE

. Carta aberta ao president...

. Casa do Povo de Recarei (...

. A demolição da escola pri...

. A novela das portagens da...

. Contra o pagamento de por...

. Vila d'Este - autarquias ...

. A intransigência habitual...

. Maconde: os restos...

. A intransigência habitual...

. SCUT's: a intransigência ...

. Pequenas coisas, uma gran...

.Maio 2016

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

.pesquisar

 

.mais sobre mim

.assuntos

. todas as tags

blogs SAPO

.subscrever feeds