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Sexta-feira, 21 de Dezembro de 2007

Greve no metro

40% dos maquinistas da Transdev requisitados, redução de aproximadamente 60% dos serviços prestados pelo metro do Porto, eis os números que representam 100% (ou muito perto disso) de adesão à greve que hoje se verificou. Mas representam também o esvaziamento completo do direito de greve em Portugal, resultado, por um lado, da traição do PCP quando esteve no poder e aprovou a lei da requisição civil, e por outro, da prepotência do poder instituído que nem sequer os regulamentos que aprova cumpre (estamos a falar da constituição da comissão que determina quais são os "serviços mínimos"). A greve protesta contra a suspensão da negociação do acordo de empresa e formula a exigência  de uma compensação da empresa nas despesas de transporte, dado que os maquinistas têm de se deslocar para o trabalho em meio de transporte próprio devido ao facto de, no 1º turno, entrarem ao serviço quando ainda não há qualquer transporte público para os locais de início do trabalho.

Se o direito à greve está completamente esvaziado, também os direitos dos passageiros são completamente desprezados pela administração do metro que transpõe para os passageiros todo o ónus da greve ao não contratar exteriormente transportes que substituam os veículos parados. Quer dizer, primeiro calcam os direitos dos trabalhadores e depois lavam as mãos das suas responsabilidades de prestação de serviço público a que se obrigaram e desprezam os direitos dos passageiros. 

Isto torna evidente a necessidade dos sindicatos formularem a exigência do pagamento dos dias de greve, e torna cada vez mais claro que a luta sindical se deve virar contra a legislação existente, ou seja, para a luta política.

Ousar lutar, ousar vencer, eis o lema que deve guiar o povo e os sindicatos.

publicado por portopctp às 23:18
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